Na manhã desta segunda-feira, 11 de março, o Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA), do Departamento de Ciências Humanas, do Campus III (DCH III), da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro, deu início ao semestre letivo 2024.1 com a recepção de mais uma turma. O momento foi de integração entre professores/as, estudantes e convidadas, com a saudação inicial do diretor substituto, Josemar Martins (Pinzoh), e o coordenador do PPGESA, Josenilton Vieira, que deram as boas-vindas ao semestre letivo para a Pós-graduação.
As discussões se concentraram em torno do Gênero e da Diversidade na Pesquisa, tema central da Aula Magna, que foi proferida pelas professoras Viviane Brás, do Departamento de Educação, de Senhor do Bomfim, e professora Kalline Lira, do DCH III. Os debates em torno da temática também tiveram as contribuições das pesquisadoras do PPGESA, Edilane Teles e Céres Santos, que mediaram a mesa redonda.
“Venho para abrir as portas / O amor é quem me traz / O que há de ódio nessa casa / Meia volta e nem olhe pra trás / Venho para abrir as portas / Mãe natureza me traz / Abençoa os filhos teus […]”. E foi com o Canto de Proteção, ao movimentar todos os presentes, que a professora Viviane Brás iniciou as discussões. Viviane trouxe suas vivências como mulher e educadora e atravessou a temática com dados e questionamentos, desde a sociedade em geral e suas repercussões na comunidade acadêmica-científica.
Em seguida, a professora Kalline Lira trouxe ainda mais questionamentos aos presentes, demonstrando como as questões de gênero e interseccionalidade estruturam a sociedade e reverberam no meio científico. Kalline apresentou dados sobre a pesquisa científica no Brasil, mostrando a relações entre Gênero e as questões raciais, os povos originários, a população LGBTQIAPN+ e as pessoas com deficiência.
As falas instigaram um debate duradouro e os estudantes e demais professores presentes fizeram contribuições e questionamentos. Uma recorrência foi a importância da Política de Ações Afirmativas, que têm diversificado as Universidades nos últimos anos e escancarado como a educação precisa estar atenta e preparada para atender as demandas interseccionais.
Para finalizar a aula magna, a professora de música e egressa Ingrid Torres fez dupla com o professor Pinzoh e a música celebrou o encontro de todos no Auditório Multimídia do DCH III.
Texto de Vinicius Coitinho, mestrando do PPGESA e colaborador do NAC/UNEB.
O Departamento de Ciências Humanas (DCH), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), localizado em Juazeiro, deu as boas vindas ao semestre letivo de 2024.1.
No dia 4 de março, ingressantes, alunos veteranos, professores e técnicos da Instituição assistiram à aula inaugural com o tema: “Conjuntura educacional brasileira: desafios para o Ensino Superior”.
A aula foi apresentada pelo pesquisador e professor do curso de pedagogia, Edmerson Reis, e pela professora e pesquisadora do curso de jornalismo em multimeios, Ceres Santos, com mediação do professor Josemar Martins. A finalidade foi discutir o cenário internacional da educação, considerando os impactos na rede básica de educação até o Ensino Superior.
Segundo o professor Edmerson Reis, nos últimos anos, estamos vivenciando uma crise na educação, na ciência e na tecnologia, o que favorece o desmonte das universidades públicas. Por isso, debater a temática é importante para o aluno que está chegando compreender que a graduação não é um caminho linear, mas um processo construído com a participação ativa desses estudantes, pensando os impactos da internacionalização do capitalismo na educação, incluindo as mudanças na legislação educacional.
A partir da apresentação da professora Ceres Santos, os ouvintes puderam ampliar a compreensão a respeito do trabalho entre Comunicação e Educação. Para Ceres, esse momento foi importante para expandir o conhecimento sobre a atuação do jornalista. “Falar das implicações da comunicação e da educação é muito importante. Os estudantes chegam sem entender que jornalista pode trabalhar com educação, e que no curso de comunicação tem uma disciplina para eles atuarem como educomunicadores”, ressalta Ceres.
A recepção ao semestre letivo também contou com mostras musicais dos docentes Josenilton Nunes Vieira e Josemar Martins, e da graduanda em jornalismo em multimeios, Amanda Rodrigues. O momento também foi importante para apresentar representantes dos principais órgãos administrativos da Instituição. Ao final da exposição, professores, alunos e técnicos discutiram os anseios para o semestre vigente.
Na Semana de Integração, os alunos também puderam conhecer as ações dos Colegiados de Curso, Núcleo de Pesquisa e Extensão, Coordenação Acadêmica, Diretório e Centro Acadêmico, na terça-feira (5); os serviços da Biblioteca Rômulo Galvão, na quarta-feira (6); na quinta-feira (7), a organização estudantil pelo Diretório Acadêmico do curso de Pedagogia; e também participaram da mesa-redonda “Assédio: precisamos falar sobre”, na sexta-feira (8), organizado pelo Centro Acadêmico Glória Maria.
Na última quarta-feira (28), representantes do Departamento de Ciências Humanas (DCH) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus III em Juazeiro, realizaram uma reunião com membros da Associação dos Moradores do Brejo da Brásida (AMBB), situada a 130km da sede do município de Sento Sé, Bahia. A AMBB desenvolve um trabalho abrangente com os moradores da comunidade, visando o acesso às políticas públicas, com ênfase na sustentabilidade humana.
O objetivo do encontro foi planejar ações de extensão e pesquisa para o ano de 2024 na região do Brejo da Brásida, com o intuito de elaborar estratégias que promovam a visibilidade das atividades organizadas pela comunidade. Durante a reunião, a AMBB apresentou o projeto “Programa TEIAS – Trabalho, Estratégias Interativas e Arranjos Sustentáveis”, com o objetivo de promover uma economia solidária e sustentável, com foco na organização das cadeias produtivas e preservação do bioma Caatinga e dos sítios arqueológico em Sento Sé.
A diretora do DCH-III, professora Andréa Cristiana Santos, ressaltou a importância de estreitar os laços com a Associação e com a comunidade de Brejo da Brásida, a fim de consolidar ações em prol do desenvolvimento territorial, preservação socioambiental do bioma Caatinga, fortalecimento da agricultura familiar e ações de educação patrimonial, uma vez que a comunidade está localizada em uma região rica em sítios arqueológicos.
Para Mariluze Oliveira Amaral, coordenadora da Associação, este momento representa um significativo fortalecimento institucional para a AMBB e toda a comunidade de brejo da Brásida, para pensar ações de salvaguarda do patrimônio cultural pela instituição universitária e planejar ações educativas e comunicacionais.
Mariluze ressalta que a institucionalização do trabalho realizado pela Associação permitirá à comunidade do Brejo da Brásida reduzir os impactos da chegada de grandes indústrias eólicas na região, promovendo um desenvolvimento territorial sustentável baseado no respeito às práticas locais e à identidade cultural.
Além de membros da AMBB, participaram da reunião os coordenadores dos colegiados dos cursos de Pedagogia e Jornalismo em Multimeios, Aurilene Rodrigues e Emanuel Andrade, a coordenadora no Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão (Nupe) do DCH-III, Cláudia Maísa Antunes Lino, e o diretor substituto do Departamento, Josemar da Silva Martins.
UNEB Juazeiro celebra transmissão do cargo de direção do Departamento de Ciências Humanas em ato solene
Desafio, coragem e cuidado! Essas foram palavras de destaque durante a solenidade de transmissão do cargo de direção do Departamento de Ciências Humanas (DCH), do Campus III da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira (26), no Auditório Antônio Carlos Magalhães, da Uneb de Juazeiro.
O ato simbolizou o início da gestão de Andréa Cristiana Santos para o biênio 2024-2026, para a qual foi eleita por meio de votação realizada em dezembro de 2023 e nomeada através da Portaria nº 92/2024, publicada no Diário Oficial em 15 de fevereiro deste ano. A nova gestora foi empossada em Salvador, no dia 22 de fevereiro, junto a outros 28 diretores eleitos.
Durante a cerimônia, Andréa Cristiana reforçou o compromisso com o novo cargo. “Coloco-me neste lugar de respeito a vocês, de respeito à comunidade juazeirense, para construir um futuro neste Departamento de Ciências Humanas”, enfatizou. Andréa Cristiana sucede Edonilce da Rocha Barros, que liderou a gestão do DCH-III no período de 2018 a 2024. Edonilce desejou à nova diretora “paciência pedagógica, que traduz a vontade de ensinar e de aprender”.
A celebração ressaltou o trabalho realizado por Edonilce e evidenciou o desejo de sucesso à atual gestão. Marcus Vinícius, representante dos estudantes do curso Pedagogia do DCH-III, frisou a relevância das contribuições prestadas pela ex-gestora. “Gostaria de expressar o profundo agradecimento à gestão anterior pelo árduo trabalho e dedicação que contribuiu para o crescimento e sucesso da nossa comunidade acadêmica. E à nossa nova diretora, confiamos que sob sua liderança continuaremos a trilhar o caminho da excelência acadêmica e da inovação”, destacou.
O evento contou com a presença de representantes de discentes, docentes, de servidores e técnicos da Uneb de Juazeiro, de universidades conveniadas, como a Faculdade de Petrolina (Facape), a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Núcleo Territorial de Educação (NTE10) e da Secretaria de Educação de Juazeiro. Representantes de órgãos do Terceiro Setor e de movimentos sociais também prestigiaram a solenidade.
Andréa Cristiana Santos é formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), é Mestra em História Social pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No DCH-III, ela é professora adjunta e atuou como coordenadora do Colegiado do curso de Jornalismo em Multimeios (2016-2020) e como coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão (Nupe) deste departamento (2020-2024). Andréa também é professora do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT), da UNEB/Univasf/UFRPE.
Representantes da Uneb e da Associação dos Moradores do Brejo da Brásida planejam ações sustentáveis para o desenvolvimento regional
Na última quarta-feira (28), representantes do Departamento de Ciências Humanas (DCH) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus III de Juazeiro, realizaram uma reunião com membros da Associação dos Moradores do Brejo da Brásida (AMBB), situada a 130km da sede do município de Sento Sé, Bahia. A AMBB desenvolve um trabalho abrangente com os moradores da comunidade, visando o acesso às políticas públicas, com ênfase na sustentabilidade humana.
O objetivo do encontro foi planejar ações de extensão e pesquisa para o ano de 2024 na região do Brejo da Brásida, com o intuito de elaborar estratégias que promovam a visibilidade das atividades organizadas pela comunidade. Durante a reunião, a AMBB apresentou o projeto “Programa TEIAS – Trabalho, Estratégias Interativas e Arranjos Sustentáveis”, com o objetivo de promover uma economia solidária e sustentável, com foco na organização das cadeias produtivas e preservação do bioma Caatinga e dos sítios arqueológico em Sento Sé.
A diretora do DCH-III, professora Andréa Cristiana Santos, ressaltou a importância de estreitar os laços com a Associação e com a comunidade de Brejo da Brásida, a fim de consolidar ações em prol do desenvolvimento territorial, preservação socioambiental do bioma Caatinga, fortalecimento da agricultura familiar e ações de educação patrimonial, uma vez que a comunidade está localizada em uma região rica em sítios arqueológicos.
Para Mariluze Oliveira Amaral, coordenadora da Associação, este momento representa um significativo fortalecimento institucional para a AMBB e toda a comunidade de brejo da Brásida, para pensar ações de salvaguarda do patrimônio cultural pela instituição universitária e planejar ações educativas e comunicacionais.
Mariluze ressalta que a institucionalização do trabalho realizado pela Associação permitirá à comunidade do Brejo da Brásida reduzir os impactos da chegada de grandes indústrias eólicas na região, promovendo um desenvolvimento territorial sustentável baseado no respeito às práticas locais e à identidade cultural.
Além de membros da AMBB, participaram da reunião os coordenadores dos colegiados dos cursos de Pedagogia e Jornalismo em Multimeios, Aurilene Rodrigues e Emanuel Andrade, a coordenadora no Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão (Nupe) do DCH-III, Cláudia Maísa Antunes Lino, e o diretor substituto do Departamento, Josemar da Silva Martins.
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) está com inscrições até o dia 15 de março para o Processo Seletivo para aluno regular do Curso Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Infantil. O curso será ministrado pelo Departamento de Ciências Humanas (DCH) da UNEB, em Juazeiro, no semestre letivo 2024.1. A Especialização tem como principal objetivo promover a formação continuada de professores que atuam na Educação Infantil, capacitando os profissionais para o planejamento, desenvolvimento e acompanhamento de ações que favoreçam o desenvolvimento integral e a construção da identidade e autonomia das crianças de zero a cinco anos de idade. Estão sendo ofertadas 50 vagas para o Processo Seletivo. O Curso reserva sobrevagas para candidatos/as indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades, e para transexuais, travestis ou transgêneros. Para concorrer, os candidatos interessados devem se inscrever até o dia 15 de março de 2024, exclusivamente através do Sistema de Seleção Discente de Pós-Graduação (SSPPG), no endereço eletrônico www.ssppg.uneb.br. É necessário pagar a taxa de inscrição no valor de R$120,00. A documentação necessária e as formas de pagamento estão detalhadas no edital nº 129/2023 (publicado em 22.12.23), que pode ser encontrado no mesmo site. O processo seletivo será dividido em etapas, incluindo homologação das inscrições, avaliação dos currículos Lattes e seleção das cartas de intenções. O curso será ofertado de forma presencial e terá duração de 18 meses a 24 meses, sendo necessárias 465 horas para a integralização curricular do curso. As aulas vão ocorrer quinzenalmente, às quintas-feiras (noite), sextas-feiras (noite) e aos sábados (manhã e tarde).
Cerimônia reservou inauguração do centenário Aqueduto do Horto Florestal
A UNEB realizou, na tarde de ontem (15), a cerimônia de inauguração da obra de revitalização e de infraestrutura do centenário Aqueduto do Horto Florestal, importante canal de irrigação para os experimentos agropecuários do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) do Campus III da instituição, em Juazeiro.
Participaram do evento a reitora da universidade, Adriana Marmori, a vice-reitora, Dayse Lago, e o pró-reitor de Infraestrutura (Proinfra), João Rocha.
A reitora expressou sua satisfação em liderar a gestão da universidade, que é multicampi, e afirmou que tudo o que se faz para um departamento ou um campus, deve ser estendido e replicado para todos eles. “A multicampia é uma rede e a gente só fortalece a UNEB quando todos os lugares estiverem bem equipados”, disse a reitora ressaltando que as inaugurações dessas obras são um resultado de várias gestões buscando fortalecer a instituição oferecendo uma estrutura adequada para a comunidade acadêmica.
A vice-reitora, Dayse Lago, relembrou que no Projeto “Reitoria em Movimento” a atual gestão assumiu o compromisso da recuperação do aqueduto. “Eu fui egressa desse campus e é importante saber que essa unidade a qual me formou pensa nas novas tecnologias, nos laboratórios novos, mas também pensa nas antigas tecnologias. Isso é importante porque unimos o novo com o antigo e mostra para a comunidade do Território o que significa uma universidade”, afirmou.
A diretora do DTCS, Gertrudes Macario, frisou a importância do equipamento para a UNEB. “É importante que a universidade conserve um equipamento como o centenário Aqueduto do Horto Florestal, marco da irrigação do Vale de São Francisco e que é o único do Brasil em operação. Aproximadamente 90% da irrigação no campus é feita através do aqueduto. E essas obras de restauro são motivos de alegria pra nós aqui da unidade”, contou a gestora.
Também foram entregues à comunidade acadêmica local o Jardim Sensorial do Departamento de Ciências Humanas (DCH), um espaço que serve para práticas educativas e de acessibilidade, e o Centro de Convivência, local para que a comunidade utilize na hora de sua alimentação.
As entregas aconteceram no fechamento da gestão da ex-diretora do DCH, Edonilce Barros. A docente expressou alegria em ver os equipamentos serem entregues à comunidade universitária. “Fico muito orgulhosa do dever cumprido. Essas conquistas foram com o intuito de tornar o Campus III cada vez mais gigante, como ele é em infraestrutura e também nas relações humanas. Aqui finda-se uma gestão de quatro anos como diretora e abrem novas perspectivas de eu permanecer ainda contribuindo para que a UNEB seja cada vez mais essa universidade democrática e inclusiva”, ressaltou a ex-gestora.
A diretora do DCH, recém-eleita e nomeada na mesma data das inaugurações, Andrea Cristiana Santos, reforçou que as entregas dos equpamentos “demonstram os compromissos que as gestões dos departamentos e da universidade têm com a comunidade universitária”, disse.
Durante a cerimônia, a reitora Adriana Marmori anunciou recurso para construção do restaurante universitário do Campus de Juazeiro da universidade.
O evento ainda contou com as presenças do deputado estadual, Zó, representante da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro, além representação estudantis, servidores técnicos, professores e discentes do Campus de Juazeiro.
Texto com informações de Ianne Lima do Núcleo de Assessoria de Comunicação (NAC) – Campus III
Fotos: Clara Menezes, Levi Varjão e Júlia Mendes (NAC) – Campus III
Lançamento do site Observatório Racial da Mídia Brasileira
Na última quarta-feira (06), no auditório Multimídia do Departamento de Ciências Humanas (DCH), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) de Juazeiro, pesquisadores lançaram o site Observatório Racial da Mídia Brasileira. A programação contou também com a palestra “Direito quilombola e titulação de terras no território do Vale do São Francisco”, ministrada pelo Defensor Público Federal Marcelo Galvão.
Tendo como principal proposta o combate ao racismo, o site apresenta relatórios e análises de notícias com temáticas raciais, publicadas no período de fevereiro a agosto de 2023, em portais da mídia hegemônica e da mídia independente. Durante um ano de pesquisa foram desenvolvidas várias atividades como o levantamento de notícias raciais nos portais da mídia hegemônica Folha de S. Paulo, G1 e Uol. Já na mídia independente, o trabalho concentrou-se nos sites Alma Preta, Amazônia Real, Mundo Negro e Notícia Preta. De acordo com os pesquisadores, os dados coletados mostraram que houve um aumento de matérias com a temática racial, porém, as abordagens estão relacionadas às situações de racismo no cotidiano, com ausência de aprofundamento do tema.
O projeto coordenado pelas professoras Márcia Guena e Céres Santos, contou com a participação dos estudantes de jornalismo Ana Beatriz Mendes, Flávio Freire, Vanessa Ramos, bolsistas no projeto.
Para a professora Ceres, os dados também apresentaram uma novidade referente ao aumento de mulheres negras como fonte nas matérias. “Isso reflete uma visibilidade racial e o nosso site será uma fonte inesgotável por ser uma pesquisa que abrange vários elementos”, ressaltou a professora.
Ana Beatriz Mendes, estudante de jornalismo e uma das bolsistas do projeto, destacou que a participação na pesquisa ampliou sua visão quanto ao fazer jornalístico. “Me possibilitou o desenvolvimento de uma visão crítica dos meios de comunicação para quebrar a ideia de que o jornalismo é imparcial e não tem interesses. No entanto, o jornalismo deve sempre estar comprometido com a ética e com a entrega de informações de qualidade”.
Abertura do II Encontro Internacional das Brinquedotecas Públicas e IV Encontro das Brinquedotecas das Universidades Estaduais. Foto: Clara Menezes
Nesta quarta-feira (09), o Auditório Antônio Carlos Magalhães (ACM), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, foi palco da abertura do II Encontro Internacional das Brinquedotecas Públicas e IV Encontro das Brinquedotecas das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAS). Com o tema “Qual o lugar do Brincar na Infância e na escola?”, o evento busca ser um espaço de discussão e reflexão sobre as Brinquedotecas e seus papéis no desenvolvimento infantil e na formação profissional.
O evento teve início com o credenciamento dos participantes, em seguida, a composição da Mesa de Abertura que contou com a participação das representantes de Brinquedotecas da UNEB. As professoras Antonete Xavier e Jociane Cajado, do Campus I em Salvador, compartilharam experiências e desafios enfrentados na promoção do brincar como ferramenta educacional.
A representante do Campus III, da UNEB de Juazeiro, a professora Claúdia Maisa Lins, apresentou a abordagem da Brinquedoteca Manoel de Barros e compartilhou suas expectativas em relação ao evento. “Esperamos que os próximos três dias de programação proporcionem um espaço rico para a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes, contribuindo para o fortalecimento do brincar como ferramenta educacional entre os Campus da UNEB”, destacou.
O evento é organizado pelo Conselho de Brinquedotecas da UNEB, com o apoio do Programa de Apoio à Rede de Brinquedotecas (PROBRINQ) da universidade, do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do campus III, da Reitoria e Pró-reitoras e acontece de 08 a 10 de novembro.
Para a professora Simone Regina d’Almeida, do Campus I, não foi fácil organizar dois encontros em um formato híbrido e com perfis diferentes. “Foi uma tarefa desafiadora, mas estamos entusiasmados com a oportunidade de ampliar o alcance desses encontros e promover discussões significativas sobre o brincar e a educação”, afirmou a Coordenadora da Rede de Brinquedotecas da UNEB.
Durante os próximos dias, mesas-redondas, apresentações de trabalhos, oficinas e palestras internacionais serão realizadas no Departamento de Ciências Humanas (DCH), na UNEB de Juazeiro, com a proposta de promover o brincar de maneira educativa e inclusiva.
A estudante do curso de Pedagogia da UNEB, Rayna Santos, veio de Salvador para participar dos Encontros e está entusiasmada. “Participar deste evento é uma oportunidade única de conhecer práticas inovadoras relacionadas ao brincar na educação. Estou animada com essa troca de conhecimento com especialistas, monitores e colegas de diferentes regiões”.
O Programa de Pós-Graduação Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA), do Campus III, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) de Juazeiro, realizou, entre os dias 18 a 20 de outubro, o XII Workshop Nacional e III Internacional de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido (WECSAB). Pesquisadores, professores, estudantes e gestores nacionais e internacionais participaram de várias atividades realizadas nos três turnos, envolvendo a temática da convivência com o semiárido.
O evento teve início na manhã da última quarta-feira (18), com uma mesa institucional composta por representantes do PPGESA e da UNEB de Juazeiro. A programação seguiu com a Conferência de abertura ‘Do presente ao porvir – desafios éticos, contextualização dos saberes e atravessamentos tecnológicos’, ministrada por Gersem Baniwa, professor da UnB e Ivânia Paula Freitas de Souza Sena (Uneb).
Mesa de abertura Institucional – Foto: Kayky Alexandre Lima
Ainda durante o dia, foram realizadas apresentações de trabalhos ligados ao tema central do encontro. Para Paulo César Oliveira, que apresentou o Projeto Contexto, o WECSAB é a oportunidade de engajar as pessoas na defesa da educação contextualizada.
“A nossa experiência é limitada, mas ela também tem alguns frutos que de alguma forma podem inspirar outros lugares a fazer a promoção da educação contextualizada para aquilo que a gente deseja em nosso semiárido”, acrescentou Paulo César Oliveira.
“Me sinto honrado em apresentar o meu trabalho no meio de tanta gente maravilhosa, estar nesse evento me deixou muito animado, porque pude participar de conversas que me mostraram que as coisas estão acontecendo e se conectando, assim conseguimos construir um porvir melhor”, disse Artur Pacheco, gestor e professor de Yoga.
Mesa Redonda ‘Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro: Dos princípios fundadores aos desafios da sua promoção’ – Foto: Alexandre Santos
A programação contou ainda com mesas redondas que tiveram o objetivo de incluir a interseção entre tecnologia e saberes ancestrais, questões ambientais, Educação Decolonial e práticas de cuidados com a saúde.
“Muito do que foi dialogado nas mesas é novo para mim e tem sido uma experiência surpreendente. O WECSAB me ensinou o quão essencial é a contextualização dentro do currículo de ensino, através de uma educação que prioriza a escuta e o protagonismo do aluno, sendo possível realizar uma intervenção na nossa realidade e nas estruturas da sociedade”, comentou Israiane Moreira, aluna de Pedagogia da UNEB. O WECSAB promoveu também práticas integrativas, oficinas, projetos de grupos de pesquisas, Intervenções artísticas, lançamento de livros, trilha ecológica e sarau.
Práticas Integrativas e Complementares – Foto: Alison França
O encerramento institucional aconteceu na última sexta-feira (20) no canto de tudo, às 19h, e contou com uma intervenção musical do Coral da Uneb Vozes da Caatinga. Para João José Borges, professor da UNEB e coordenador do evento, esta edição trouxe experiências que serão mantidas buscando fortalecer a educação contextualizada para o semiárido.
“O WECSAB vai manter essa tradição de incorporar novos elementos, por exemplo, a inclusão das práticas integrativas. Queremos consolidar um evento que se trata, de fato, de uma mudança cultural no modo de pensar na universidade e nesses espaços de produção de conhecimento”, concluiu João José Borges.
Na noite da última quarta feira (18) e quinta feira (19), o XII Workshop Nacional e III Internacional de Educação para Convivência com o Semiárido Brasileiro (WECSAB) promoveu o momento Prosa e Poesia, espaço de lançamento de livros e apresentações culturais.
Na primeira noite, a atividade foi mediada pela professora Claúdia Maisa Antunes Lins (Uneb), que estava lançando seu livro “Brinquedoteca universitária Manoel de Barros: Na ciranda de brincar a palavra como brinquedo”. Também estiveram lançando livros os professores da UNEB Edmerson dos Santos Reis, Josenilton Nunes Vieira, João José Santana Borges e Josemar Martins Pinzoh. O momento contou com apresentações culturais de alunos do PPGESA e Pedagogia.
Na quinta feira (19), aconteceram outros lançamentos literários juntamente com apresentações musicais. Os pesquisadores presentes à mesa, Edilane de Carvalho Teles, Viviane Braz dos Santos, Josenilton Nunes Vieira, Américo Junior Nunes da Silva, Juracy Marques e Nicola Adrian falaram um pouco sobre suas obras.
A pesquisadora Viviane Braz fez o lançamento do seu livro “Representações Sociais Sobre Educação no Semiárido-Reflexões a partir dos olhares de pedagogos e pedagogas”, fruto de sua dissertação no mestrado sobre as representações sociais de pedagogos (as) na educação do Semiárido. Em sua fala, a autora enfatizou sobre a felicidade em vir de Senhor do Bonfim para publicar seu livro no evento (WECSB) e como a obra é importante e necessária para ser tratada dentro da sala de aula na universidade.
Antes do encerramento teve apresentação do projeto das intercambistas italianas Giulia Sails e Sara Ficarella, sobre “la festa della pizzica” e “La Notte della Taranta”, tradição que acontece no Sul da Itália, que diz que a picada da aranha tarântula nas mulheres as levam para um estado de loucura que somente a música pode curá-las. “É interessante porque é possível perceber semelhanças entre a cultura do Brasil e da Itália”, pontuou Sara.
A noite terminou com mais apresentações musicais no canto de tudo, finalizando o segundo dia do XII Workshop Nacional e III Internacional de Educação para Convivência com o Semiárido Brasileiro (WECSAB).